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A giardíase é uma doença comum de cães, gatos e humanos, que freqüentemente é subestimada. É uma zoonose importante e é imperativo que tanto o animal de estimação quanto a família protejam-se da infecção.
O tratamento pode fornecer um controle eficaz, mas, em muitas situações, as reinfecções são comuns, devido à dificuldade em se eliminar a fonte de infecção do meio ambiente.
A vacinação para estimular o hospedeiro a resistir ao parasita demonstrou ser uma solução eficaz de longo prazo para controlar esta doença.
Pelo fato da Giárdia ser um protozoário extracelular, ainda existem muitas dúvidas em
relação ao modo de ação da vacina. A GiardiaVax é uma vacina constituída por trofozoítos inativados de Giárdia, e por se tratar de uma vacina morta, são necessárias duas doses na primo vacinação, e a proteção só é conferida cerca de 15 dias após a segunda dose.
A vacinação de cães saudáveis a partir de 8 semanas de idade, com intervalo de
duas a quatro semanas entre as doses e a revacinação é anual.
Quais são as fontes de infecção mais comuns?
As fontes de infecção mais comuns são água e fezes contaminadas. A transmissão fecal-oral de Giárdia é comum tanto em animais como em humanos; os animais em confinamento podem estar expostos a grandes quantidades de cistos infectantes no material fecal, o qual aumenta as possibilidades de transmissão da enfermidade. A coprofagia, comum em animais, é uma via significativa de auto-infecção e amplifica a disseminação da enfermidade nas populações. A contaminação de efluentes com fezes de animais infectados pode favorecer a disseminação em humanos e animais; os cistos de Giárdia podem sobreviver em água durante vários meses.
Quais são os sinais clínicos em animais, depois da infecção inicial?
Os sinais clínicos podem ser severos, mas uma grande parcela dos infectados pode permanecer assintomática, e os animais jovens são os que, mais freqüentemente, desenvolvem os sintomas. Os sinais clínicos da giardíase incluem diarréia mal cheirosa aguda ou crônica, vômitos, dor abdominal, desidratação, perda de peso ou redução do ganho do mesmo. A enfermidade pode ser responsável por casos de atopia em cães e gatos.
Existe algum sinal patognomônico da infecção por Giárdia?
Não existem sinais característicos da giardíase, pois diversas enfermidades intestinais se assemelham a ela, como ocorre com as gastroenterites virais, as bacterianas e as causadas por outros parasitos. Também se assemelha às alergias de origem alimentar, à enfermidade da má-absorção, a gastroenterite induzida por fármacos e as enfermidades alérgicas.
Como é a patogenia da giardíase?
O intestino delgado colonizado com Giárdia, com freqüência, está cheio de muco e líquido, e mostra problemas na atividade das enzimas digestivas (amilase, protease, lipase, dissacaridase). A má absorção clínica, em casos de giardíase, está associada com a atrofia severa das vilosidades e hiperplasia das criptas. Quando os trofozoítos do parasita colonizam o intestino delgado, causam uma redução difusa da altura das microvilosidades, e, por tanto, uma perda generalizada da superfície de absorção. Esta redução produz má absorção de glicose, eletrólitos e água, e afeta adversamente a digestão ao reduzir a atividade da dissacaridase. É observado um aumento na motilidade intestinal nos animais infectados experimentalmente. Em resumo, a infecção por Giárdia gera má absorção intestinal, má digestão e hipermotilidade, responsáveis, pelo menos em parte, pela diarréia observada. Por último, recentemente foi demonstrado que agiardíase causa um aumento na absorção de macromoléculas do intestino, associado com hiperplasia de células adiposas neste órgão e no tecido cutâneo.
Estes achados sugerem que os sintomas alérgicos, observados durante e depois das infecções com Giárdia, podem ser o resultado da sensibilização do hospedeiro às proteínas dos alimentos e/ou do parasita.
Quais são os tratamentos mais comuns em medicina veterinária?
Os agentes quimioterápicos incluem os nitroimidazóis (metronidazol, tinidazol),
furadolizona, benzimidazóis (febendazol, albendazol) entre outros.
O mais comum é que a base do tratamento da giardíase seja eliminar os sinais clínicos associados com a infecção. Além disso, os animais assintomáticos colonizados com o parasito, também requerem tratamento, pois a infecção pode gerar um aumento na susceptibilidade a outras enfermidades e/ou reduzir o ganho de peso e a eficiência alimentar. Os animais infectados, que estão em contato direto com os humanos ou com seu meio ambiente, devem ser tratados.
Nos animais, freqüentemente ocorre a reinfecção, se os cistos infectantes não são retirados do ambiente. Isto implica em uma limpeza e desinfecção profundas sempre que possível, além de assegurar que a água e o alimento não se contaminem com as fezes.
Os animais infectados, que estão em contato direto com os humanos ou com seu meio ambiente, devem ser tratados.
Nos animais, freqüentemente ocorre a reinfecção, se os cistos infectantes não são retirados do ambiente. Isto implica em uma limpeza e desinfecção profundas sempre que possível, além de assegurar que a água e o alimento não se contaminem com as fezes.
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